sábado, 10 de setembro de 2022

Saiba quais símbolos da realeza mudam com morte de Elizabeth II

Imagem: YouTube
A ascensão de Charles 3º ao trono britânico vai trazer uma série de mudanças no cotidiano do Reino Unido. Além de moedas e notas de libra esterlina, outros emblemas britânicos devem sofrer mudanças após a morte da rainha Elizabeth 2ª.

Em alguns países da Commonwealth, grupo de 56 países ligados de alguma forma ao Reino Unido, a Constituição faz citação direta à soberana e, portanto teria que ser alterada.

O gênero de palavras em referência ao monarca também mudam. O hino nacional, por exemplo, vai alterar o trecho "God save the queen" (Deus salve a rainha, em inglês) para "God save the king" (rei).

Bandeiras com a insígnia EIIR (abreviatura de Elizabeth II Regina, ou "rainha Elizabeth 2ª"), hasteados principalmente em instituições militares no Reino Unido, serão adaptadas para ter as siglas do novo monarca. Estandartes de países da Commonwealth, usados durante visitas do chefe de Estado, também podem ser alterados.

No Reino Unido, caixas de correio usam a sigla ER, de Elizabeth 2ª, mas não devem ser removidas. Já os selos, que estampam a imagem da rainha, serão substituídos, a exemplo das moedas.

Há ainda mudanças opcionais, que ficarão a cargo do novo rei. Uma delas é o brasão familiar real, usado em correspondências oficiais, que pode sustentar agora símbolos de Gales, em referência à antiga posição de Charles 3º, de príncipe do país.

Mandados reais, dados a comércios com histórico de negociação com a soberana, podem perder os benefícios após sua morte. Hoje, mais de 600 empresas têm o status, e usam a imagem de Elizabeth 2ª em materiais de marketing. É o novo rei quem decide se os negócios continuarão com os mandados.

Fonte: Folhapress

TSE padroniza horário de votação em todo o Brasil

Foto: Nelson Jr./Ascom/TSE
O horário de votação nas eleições deste ano será padronizado, pela primeira vez, pela Justiça Eleitoral. Em razão das diferenças entre fusos horários nas cinco regiões do País, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) informou que as sessões eleitorais abrirão às 8h e fecharão às 17h pelo horário de Brasília (GMT-3), onde fica a sede da Corte.

Os demais Estados, ao Norte e ao Sudeste, terão de se adaptar à nova regra. São os casos do Amazonas, do Acre e de Fernando de Noronha. Quem estiver nas filas das sessões eleitorais no horário de fechamento receberá senha para votar.

Confira no portal do TSE mais informações sobre os horários de votação no primeiro turno, marcado para o dia 2 de outubro de 2022.

Fonte: Estadão Conteúdo

Intoxicação de cães: Ministério encontra substância tóxica em mais lotes da Bassar

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou nesta sexta-feira, 9, que resultados preliminares apontaram para presença de monoetilenoglicol (uma substância tóxica) em outros lotes de produtos da empresa Bassar O aditivo foi detectado por meio de análises feitas nos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) como parte das investigações dos casos de intoxicação de cães, que vieram à tona na semana passada, e que já somam mais de 40 vítimas, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais.

De acordo com o Mapa, o monoetilenoglicol (também conhecido como etilenoglicol) foi encontrado como contaminante de propilenoglicol, um produto de uso permitido na alimentação animal, se adquirido de empresas que possuem registro na pasta. O aditivo é o mesmo identificado nas contaminações por produtos da cervejaria Backer em 2020.

Em nota divulgada nesta sexta-feira, a Bassar Pet Food anunciou o recall (devolução) de todos os seus produtos fabricados a partir de 7 de fevereiro deste ano (veja o comunicado na íntegra abaixo). "Esse procedimento foi adotado após exames preliminares realizados pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) apontarem indícios de contaminação com etilenoglicol em insumos adquiridos de um de nossos fornecedores "

A Bassar estende o alerta para todas as empresas do setor de alimentação animal que podem ter também adquirido propilenoglicol contaminado do mesmo fornecedor, e recomendou que que "retirem imediatamente eventuais produtos fabricados e distribuídos ao mercado."

Um laudo preliminar da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) já tinha localizado a presença da substância no corpo de um dos cachorros que morreu após consumir petisco da Bassar. A substância etilenoglicol é um composto tóxico que pode ser letal para cães.

O ministério diz, porém, que as investigações ainda não conseguiram determinar como o monoetilenoglicol foi parar nos alimentos para os animais, por causa da dificuldade de rastrear os envolvidos e também por conta da mistura de lotes de aditivos em estabelecimentos que não são registrado no Mapa.

A descoberta da substância tóxica monoetilenoglicol, como contaminante de uma substância permitida (propilenoglicol), fez com que o Ministério da Agricultura adotasse medidas rígidas para investigar se o propilenoglicol comercializado está, ou não, adequado para consumo.

Nesta sexta-feira, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) determinou que empresas fabricantes de alimentos e mastigáveis para animais devem informar ao Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa) da região, os lotes de propilenoglicol existentes em seus estoques e a origem do produto.

Outra determinação do departamento é repassar ao Sipoa os lotes de produtos acabados em estoque e já distribuídos, e que tenham utilizado propilenoglicol em sua composição. "Em caso de resultado não conforme, as empresas devem realizar o recolhimento dos produtos e informar ao Sipoa da região", informou o Mapa.

O Dipoa também vai fiscalizar os produtores de propilenoglicol que elaboram ou importam o aditivo. O departamento solicitou, segundo o Mapa, que os fabricantes do produto se manifestem sobre a fabricação, importação ou compra de propilenoglicol em território nacional desde dezembro de 2021, com relação à identificação dos lotes, o quantitativo adquirido e suas origens

"As empresas têm o prazo de dez dias para atender às determinações do Dipoa. A não comunicação ao Sipoa será interpretada como não utilização do propilenoglicol e as empresas serão fiscalizadas quanto à veracidade das informações prestadas", afirmou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Identificada pelo Ministério da Agricultura como a fornecedora de matéria-prima para a Bassar, a Tecnoclean Industrial Ltda informou na noite de quinta-feira, 8, que adquiriu a substância propilenoglicol de uma importadora e a revendeu. A empresa afirma que se mantém à disposição das autoridades públicas e sanitárias na investigação.

Nota da Bassar na Íntegra

Recall

"Prezado Cliente,

A Bassar Pet Food informa que está realizando um RECALL de TODOS OS PRODUTOS fabricados a partir de 07/02/22. Isso compreende todos os lotes de produto, marca própria ou marca Bassar, com numeração acima do "lote 3329" (inclusive este).

Esse procedimento foi adotado após exames preliminares realizados pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) apontarem indícios de contaminação com etilenoglicol em insumos adquiridos de um de nossos fornecedores

O ofício 424/2022 do MAPA, divulgado no dia 06/09/2022, alerta todas as empresas do setor de alimentação animal que podem ter também adquirido matéria-prima desse fornecedor para que retirem imediatamente eventuais produtos fabricados e distribuídos ao mercado.

A substância etilenoglicol é um composto químico e tóxico que pode ser letal se ingerido por cães. Por isso, é muito importante suspender imediatamente a alimentação dos pets com os produtos mencionados e devolvê-los à loja onde foram adquiridos

Por precaução e para tranquilização de seus consumidores, a Bassar Pet Food está recolhendo todos os itens produzidos desde 7/2/2022, e não apenas os que utilizaram o insumo (propilenoglicol) do fornecedor em investigação.

Fonte: Estadão Conteúdo

Reinado de Elizabeth mudou linha sucessória e ampliou direito de mulheres ao trono

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Uma alteração nas regras de sucessão do trono britânico promovida mais de uma década atrás voltou à tona com a morte da rainha Elizabeth 2ª na quinta (8). Em 2011, os membros da Commonwealth, que reúne as ex-colônias inglesas, decidiram que herdeiros homens não têm procedência sobre suas irmãs no direito ao poder.

A reforma mudou uma lei de 300 anos que ditava que a única forma de uma mulher ascender ao trono era se o monarca anterior não tivesse nenhum filho homem. Foi o caso da própria Elizabeth, que não tinha nenhum irmão –só uma irmã caçula, Margareth.

Naquela mesma ocasião, também foi extinta uma regra que impedia um potencial monarca de casar com um católico, embora não tenha alterado o fato de que o soberano britânico se torna também líder da Igreja Anglicana ao assumir.

As mudanças foram anunciadas em Perth, na Austrália, em um encontro dos líderes de governos da Commonwealth. Segundo reportagem do Washington Post da época, qualquer um dos mais de 50 líderes poderia ter vetado as mudanças, mas elas foram aprovadas de forma unânime. Coube a cada um dos países participantes mudar a Constituição em seu país nesse sentido.

A reforma não é retroativa. A princesa Anne, por exemplo, continua numa posição muito inferior (16º) a de seus irmãos Andrew (8º) e Edward (13º) na linha de sucessão ao trono, embora seja mais velha do que os dois.

Ela afetou sobretudo as bisnetas da rainha Elizabeth. Foi o caso da princesa Charlotte, filha do meio de William e Kate. Ela se tornou a terceira candidata ao trono, à frente de seu irmão caçula, Louis, o quarto.

Mesmo assim, a chance o Reino Unido ter uma rainha Charlotte é mínima. Afinal, a cada filho que George, seu irmão mais velho, tiver, mais ela é empurrada para o final da cadeia sucessória.

Sem a precedência masculina ao trono, a história do Reino Unido poderia ter sido diferente. O rei Henrique 8º, cujo reinado marcou o início da Igreja Anglicana, e o rei Carlos 1º, que levou a nação a uma sangrenta guerra civil no século 17, provavelmente não teriam assumido o poder, já que ambos tinham irmãs mais velhas.

A era moderna da monarquia britânica também teria seguido outro caminho. A primogênita da rainha Vitória, nascida em 1840, se casou com o imperador alemão Frederico 3º. Caso ela tivesse se tornado rainha, a coroa teria passado para seu filho, o kaiser alemão Guilherme 2º.

Com Alemanha e o Reino Unido governados pelo mesmo rei, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial poderiam nunca ter acontecido.

Fonte: Folhapress

Petrobras adota estratégia ao realizar cortes nos preços dos combustíveis

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Levantamento feito pelo OSP (Observatório Social do Petróleo) a pedido do jornal Folha de S.Paulo mostra que a Petrobras adotou estratégias diferentes de precificação dos combustíveis nos momentos de alta e de baixa das cotações internacionais do petróleo em 2022.

Quando o petróleo subia, a empresa realizava menos reajustes e praticava preços abaixo das cotações internacionais, segurando o repasse às bombas. Com o petróleo caindo, passou a anunciar reduções frequentes e acompanhar o mercado externo mais de perto.

Para Eric Gil Dantas, economista do OSP e do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais, os dados indicam que a execução da política de preços da Petrobras esteve sujeita a pressões políticas durante o ano eleitoral.

"A política de preços da Petrobras segue o PPI [Preço de Paridade de Importação]" mas tem outra variável, que é a pressão política", diz Dantas. "Até junho, a Petrobras teve que manter os preços abaixo do PPI. Mas quando chega julho, passa a praticar preços iguais ou até superiores."
 

Reajustes 

A Petrobras afirmou em nota que não há periodicidade definida para os reajustes de diesel e gasolina. "A companhia segue buscando o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio."

A empresa disse ainda que não existe referência única de comparação de preços do mercado internacional que seja percebida por todos os agentes. "Para demonstração, basta observar que duas renomadas agências de informação, Argus e Platts, publicam referências de preços para o Brasil com diferenças significativas entre elas", informou.
 

Guerra pressionou cotações

No primeiro semestre, enquanto as cotações do petróleo disparavam em resposta à Guerra da Ucrânia, a Petrobras promoveu três aumentos no preço da gasolina. A partir de julho, quando o petróleo passou a recuar com o risco de recessão global, já foram quatro cortes.

Com o diesel, a estratégia foi semelhante, embora com menos margem para quedas, já que o produto vem sendo pressionado pela necessidade do mercado europeu por alternativas ao gás natural da Rússia: foram quatro aumentos no primeiro semestre e dois cortes apenas em agosto.

No mercado, a avaliação é que a empresa vem promovendo reajustes a conta-gotas, baixando os preços com maior frequência e menor intensidade para gerar fatos positivos para a campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A partir da posse de Caio Paes de Andrade na presidência da estatal, a empresa passou a anunciar cortes de preços quase semanais. Passou, inclusive, a divulgar reajustes de produtos que antes não eram divulgados oficialmente, como querosene de aviação e asfalto.

Entre os dias 19 de julho e 1º de setembro, foram nove anúncios, que são usados pelo presidente e seus apoiadores na campanha e em redes sociais. Seus efeitos na inflação também são comemorados pelo governo como sinais de melhora da economia brasileira.

A oposição, por outro lado, ironiza a estratégia dizendo que os cortes são anunciados após a divulgação de pesquisas que mostram o candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva à frente na corrida presidencial.

Nesta sexta-feira (9), por exemplo, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o IPCA teve a segunda deflação seguida, fechando agosto em -0,36%.

O desempenho foi influenciado principalmente pela queda do grupo de transportes, que recuou 3,37% no mês, contribuindo com -0,72 ponto percentual no índice. Isto é, mais do que compensou a alta de sete outros grupos pesquisados, principalmente saúde, vestuário e alimentação.

O movimento de queda nos preços dos combustíveis, principalmente a gasolina, começou com a aprovação, pelo Congresso, de lei que reduziu impostos federais e estaduais. Se acentuou nas últimas semanas, com a queda das cotações internacionais do petróleo.

Fontes na Petrobras dizem que a estratégia previa anúncios semanais de cortes de preços até o primeiro turno da eleição, no primeiro fim de semana de outubro, mas não houve qualquer anúncio nesta semana, embora estimativas do mercado indiquem margem para queda na gasolina.

Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o preço médio da gasolina nas refinarias brasileiras estava R$ 0,36 por litro mais caro do que a paridade de importação na abertura do mercado desta sexta.

Os dados da associação mostram que o preço médio no país não fica abaixo do internacional desde o dia 27 de julho, mesmo que a Petrobras tenha promovido três cortes no valor cobrado por suas refinarias neste período.

Fonte: Folhapress/Nicolas Pamplona