Vaticano confirma beatificação de menina Benigna em outubro; Ceará fará santuário

Benigna Cardoso da Silva, morta aos 13 anos, em 1941, será beatificada em 24 de outubro, informou o Vaticano. Menina Benigna, como é conhecida, será a primeira beata nascida no Ceará e a quarta mártir do Brasil. Ela foi assassinada após se recusar a ter relações sexuais com um colega de escola que a assediava.

A data da beatificação foi anunciada na última segunda-feira (2) e é simbólica, já que será realizada no mesmo dia em que a menina morreu.

Benigna, descrita como uma pessoa muito religiosa, é muito venerada em Santana do Cariri, sua cidade natal, e considerada "heroína da castidade". No local da morte da jovem foi erguido um monumento com uma cruz, além de uma lápide e um memorial que conserva alguns de seus objetos pessoais.

A promulgação do decreto no qual o Papa Francisco autorizou a beatificação é de outubro de 2019. A beatificação, que faz parte do processo para torná-la uma santa para a Igreja Católica, deveria ter acontecido ainda em 2020, mas foi adiada devido à pandemia de Covid-19.

Benigna foi assassinada com golpes de facão dados por Raul Alves, após se recusar a ter relações sexuais com ele. A jovem era assediada pelo rapaz, com propostas de namoro, mas ela sempre o rejeitou, segundo a Diocese de Crato.

No dia 24 de outubro de 1941, sabendo que ela buscaria água em um poço perto de casa, o jovem decidiu esperá-la escondido. Ao tentar agarrá-la à força, ele a assassinou com um facão após uma tentativa de defesa dela.

Menina Benigna passou a ser venerada como mártir na região do Cariri e virou símbolo da resistência contra o feminicídio e a violência sexual contra crianças e adolescentes.

No último dia 27 de março, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT) anunciou a construção do Santuário da Menina Benigna, em Santana do Cariri.

Fonte: Folhapress

Obesidade deve atingir 30% da população adulta no Brasil em 2030, aponta projeção

O Brasil deverá ter, até 2030, quase 30% de sua população adulta com obesidade. A projeção foi feita pela World Obesity Federation, uma organização internacional voltada para redução, prevenção e tratamento da obesidade.

Atualmente, dados da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) de 2021, uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, indicam que 22% da população brasileira adulta apresenta obesidade.

A condição é calculada por meio do IMC (índice de massa corporal), que consiste na divisão do peso pela altura ao quadrado.

Quando o resultado fica entre 25 e 30, considera-se que há sobrepeso -condição que atinge 57% da população adulta no país, segundo a Vigitel.
Se o IMC for maior que 30, o caso é categorizado como obesidade.

Os números da World Obesity Federation também apontaram que a condição pode ser uma realidade para mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo até 2030. Para efeito de comparação, em 2010 o número era aproximadamente a metade.

"Alguns fatores relativamente conhecidos para obesidade estão impactando países que anteriormente não tinham altas taxas, como um largo acesso a comidas muito industrializadas e de alimentos refinados", diz Carlos Schiavon, cirurgião bariátrico e coordenador da ONG Obesidade Brasil.

A federação utilizou dados já consolidados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Banco Mundial, além de realizar as estimativas por meio do histórico de obesidade dos países.

No Brasil, caso se confirme a projeção para 2030, o país vai se tornar a quarta nação com maior número absoluto de pessoas com excesso de peso no mundo, atrás somente dos Estados Unidos, da China e da Índia.

A possível prevalência de 30% da condição em toda a população adulta brasileira foi categorizada como alta pela federação. Outras regiões, no entanto, chegam a percentuais muito maiores, como a Samoa Americana, que, em oito anos, poderá ter quase 70% da sua população com obesidade.

"O índice no Brasil é muito alto. Comparativamente, está um pouco melhor, mas continua sendo muito alto", afirma Schiavon.

As estimativas também conseguiram identificar a diferença em relação a gênero. No total, conforme a projeção, a maior parcela de pessoas com obesidade no país seriam as mulheres, algo já reconhecido pela literatura médica.

"Se formos ver o número de cirurgias bariátricas, são três mulheres operadas para cada homem. Então realmente há uma incidência e prevalência maior em mulheres comparada a homens" afirma Ricardo Cohen, coordenador do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Segundo ele, o quadro pode ter relação com aspectos genéticos. Isso ainda está sendo investigado e pode ser de extrema importância para prevenção e tratamento da condição, já que, segundo o médico, "sabemos que o grande fundamento da obesidade é genético".

Os problemas de ter um maior número de pessoas obesas impactam diferentes facetas da sociedade, como no desenvolvimento de diabetes, hipertensão e colesterol alto.

Esse cenário reflete diretamente na situação econômica dos países, tanto em relação aos gastos no tratamento das doenças como na perda de capacidade produtiva.

Nesse caso, a projeção realizada pela organização também se debruçou sobre esse ponto. Para entender esses efeitos, os pesquisadores observaram os custos diretos e os indiretos que o excesso de peso acarreta.

Aqueles chamados diretos dizem respeito às despesas tidas no tratamento da obesidade e das doenças decorrentes dela, como diabetes, mas também às relacionadas ao processo de busca de serviço de saúde, como quando ocorre viagens para atendimento médico.

Os custos indiretos referem-se à perda de capacidade produtiva das pessoas obesas e às mortes prematuras relacionadas à condição de excesso de peso.

Com esses pontos definidos, foi mensurado que o Brasil iria mais do que quadruplicar seus custos envolvendo sobrepeso e obesidade. Estima-se que o custo total alcançou US$ 39 bilhões em 2019. A projeção é que subiria para US$ 181 bilhões em 2060.

Além dos adultos, a projeção observou a obesidade em crianças e adolescentes, que deve ter um incremento de quase 100 milhões entre 2020 e 2030 em todo o planeta.

Para o Brasil, o estudo encontrou que o aumento de crianças e adolescentes obesas entre 2010 e 2030 deve ser de 3,8% a cada ano. Esse quadro, segundo a federação, é categorizado como muito alto e deve ocasionar mais de 7 milhões de jovens obesos em oito anos.

"Um problema é que essas crianças e adolescentes com obesidade têm uma grande chance de também serem adultos obesos. Isso é muito preocupante porque o futuro já estaria comprado, ou seja, já teríamos números ruins", diz Schiavon.

Tratamento e prevenção A obesidade, assim como outras doenças, tem modos diferentes de realizar o tratamento e a prevenção, mas isso ainda gera certa confusão.

Cohen explica que uma das principais interfaces para prevenção da obesidade é identificar os fatores genéticos que estão associados com ela, algo ainda sendo investigado pela medicina atual. Observando esses aspectos, seria possível já direcionar um estilo de vida específico para alguém que tem tendência a ser obeso a fim de evitar que isso venha a acontecer.

"Prevenção da obesidade e tratamento são coisas totalmente diferentes. Atividade física e orientação dietética são fundamentais para prevenção da obesidade, mas não para tratamento. O tratamento tem sempre esse binômio, faça mais atividade física e coma melhor, junto com uma intervenção medicamentosa ou cirúrgica", afirma.

No entanto, o médico afirma que ainda há um problema em identificar a necessidade de realizar esses mecanismos de tratamento -seja com remédio ou com cirurgia bariátrica- porque, às vezes, não se encara a gravidade da doença.

"A obesidade tem que ser levada a sério. A Covid é um exemplo: mortalidade, uso de respiradores e internação na UTI estão associados diretamente com a obesidade. Não adianta somente políticas de educação. Necessitamos de tratamentos eficazes e possibilitar esse acesso a população", conclui.

Fonte: Folhapress

Em quatro meses, Brasil ganha 2 milhões de eleitores entre 16 e 18 anos, afirma TSE

A mobilização de artistas e políticos para estimular os jovens a emitirem o título de eleitor deu resultado: entre janeiro e abril deste ano, o País ganhou mais de 2 milhões de eleitores com idades entre 16 e 18 anos. Os dados parciais foram divulgados pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, em sessão nesta quinta-feira, 5. Segundo o ministro, o número de novos votantes nessa faixa etária cresceu 47,2% em relação ao mesmo período de 2018 e mais de 57% em comparação aos quatro primeiros meses de 2014.

"A juventude brasileira foi convocada a participar das eleições em outubro e a resposta foi impressionante. Bom lembrar que a Justiça Eleitoral sempre realiza campanhas de conscientização e incentivo ao eleitorado como um todo, em especial aos jovens, por meio da mídia e nas escolas. Desta vez, o que vimos foi a sociedade brasileira mobilizada pela democracia", disse o presidente do TSE.

A campanha para emissão de títulos incluiu a cantora Anitta e o ator americano Leonardo DiCaprio, entre outros artistas. "A população respondeu ao chamado da Justiça Eleitoral, que não medirá esforços para realizar eleições limpas, transparentes, com paz e segurança", declarou o ministro.

Segundo Fachin, somente em março foram registrados mais de 522 mil novos eleitores entre 16 e 18 anos. Já em abril, o número saltou para 991 mil jovens com o primeiro título de eleitor, o que representa um crescimento de 89,7% em relação ao mês anterior. Nos últimos meses, o TSE veiculou a campanha "Rolê das Eleições", com o objetivo de atrair o voto jovem por meio de parcerias com times de futebol, instituições da sociedade civil e influenciadores digitais.

Estrelas internacionais

Além do movimento coordenado pela Justiça Eleitoral, organizações como a Girl UP aderiram à campanha com estratégia de comunicação própria, buscando traduzir a importância do voto numa linguagem descontraída, focada nos adolescentes. Artistas também se engajaram espontaneamente na mobilização, como mostrou o Estadão, a exemplo dos atores Mark Ruffallo (o "Hulk" dos cinemas) e Mark Hamill (o "Luke Skywalker", de Star Wars), além de Anitta e DiCaprio, entre outros.

"Vimos, como há muito não se via, um país unido pelo bem e fortalecimento da democracia. Por isso, agradeço a cada um, influenciador ou não, famoso ou não, brasileiro ou não, jovem ou não, que criou conteúdos nas redes sociais para chamar a atenção de todos para a regularização do título", disse Fachin. "Houve também aqueles que foram além do virtual e disponibilizaram conhecimento, tempo, computadores e acesso à internet para viabilizar o atendimento remoto de tantos que precisam de ajuda "

A campanha pela regularização do título de eleitor rendeu resultados positivos também nas demais faixas etárias. No último mês, foram registrados mais de 8,9 milhões de pedidos de emissão de títulos e regularização da situação eleitoral.

Para o presidente do TSE, a capacidade de resposta da Justiça Eleitoral nos últimos dias do prazo para regularização dos títulos demonstrou a capilaridade, a competência e o compromisso das instituições eleitorais com a democracia. A Corte chegou a enfrentar instabilidade em seus servidores online nos últimos dias da campanha para regularizar a situação dos registros, mas os problemas foram corrigidos sem gerar prejuízos aos eleitores que deixaram o processo para os últimos dias.

Fonte: Estadão Conteúdo

Anvisa aprova uso emergencial de novo remédio contra a covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na quarta-feira, 4, o uso emergencial do antiviral Molnupiravir. Produzido pela farmacêutica norte-americana Merck Sharp & Dohme (MSD), o medicamento em formato de cápsulas é indicado para o tratamento de pacientes adultos que não requerem oxigênio suplementar e apresentam maiores riscos de desenvolverem a forma grave de covid-19. O pedido foi avaliado pelos diretores durante a sétima reunião extraordinária pública.

Ao votar pela aprovação do medicamento durante videoconferência, a relatora do processo, diretora Meiruze Freitas, disse que é importante ter opções terapêuticas para determinadas condições clínicas, especialmente em indivíduos que, por várias razões, têm alto risco de desenvolver as formas graves da doença.

No entanto, ela destacou que o Molnupiravir não é um substituto da vacina contra o coronavírus, que continua continua sendo a melhor forma de prevenção."Reitero que a vacinação continua sendo a melhor estratégia para evitar a covid grave, hospitalizações e óbitos. Aqueles que não completaram o curso completo de vacinação têm mais chances de apresentar sintomas moderados ou graves em comparação com aqueles que receberam um reforço, especialmente os mais vulneráveis", afirmou ela.

A relatora também pontuou a necessidade de que a comunidade científica, a indústria farmacêutica, os reguladores e os governos continuem trabalhando unidos nas questões relativas à covid-19, uma vez que não se sabe por quanto tempo o vírus continuará a circular no mundo.

Segundo a agência, nos ensaios clínicos realizados, o remédio mostrou efeitos benéficos a pacientes adultos leves e moderados, com capacidade de reduzir os casos de hospitalização e mortes. De uso domiciliar, ele funciona de modo a reduzir as chances do vírus Sars-CoV-2 se multiplicar e reproduzir no corpo.

O medicamento já foi aprovado nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Europa, no Japão e na Austrália. Atualmente, está em uso em pelo menos vinte países. No início de março, teve 'recomendação condicional' por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ou seja, a segurança do medicamento permanece sendo monitorada.

Embora haja ensaios clínicos com o Molnupiravir na fase 3, as agências reguladoras continuam realizando novos estudos e acompanhando possíveis efeitos adversos. Para ser incorporado ao rol de tratamentos distribuídos na rede pública brasileira, o medicamento deve passar agora por uma nova etapa que envolve a avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

Indicação

O medicamento é indicado para o tratamento da covid em adultos que não requerem oxigênio suplementar e que apresentam risco aumentado de progressão da doença para casos graves e cujas opções alternativas de tratamento aprovadas ou autorizadas pela Anvisa não são acessíveis ou clinicamente adequadas.

Restrições

O medicamento é de uso adulto, com venda sob prescrição médica. Não é recomendado durante a gravidez, a amamentação, em mulheres que podem engravidar e que não estão usando contraceptivos eficazes. Segundo a Anvisa, estudos mostraram que altas doses de Molnupiravir podem afetar o crescimento e o desenvolvimento do feto.

Contraindicações

- Para uso em pacientes com menos de 18 anos de idade.

- Para uso em grávidas.

- Para início do tratamento em pacientes que necessitam de hospitalização devido à covid-19, uma vez que seus benefícios não foram observados em indivíduos quando o tratamento é iniciado após a hospitalização.

- Para uso por mais de cinco dias consecutivos.

- Para profilaxia pré-exposição ou pós-exposição para prevenção de covid-19.

Período de uso

O medicamento deve ser tomado por via oral durante os cinco primeiros dias após o aparecimento dos sintomas, de modo a evitar o desenvolvimento de uma versão resistente do vírus. Além disso, deve ser limitado a cinco dias consecutivos.

Posologia

A dosagem em pacientes adultos é de 800 mg (quatro cápsulas de 200 mg) por via oral, a cada 12 horas, e por cinco dias, com ou sem alimentos. O medicamento deve ser utilizado assim que possível após o diagnóstico de covid-19 e dentro de cinco dias do início dos sintomas.

Prescrição médica

A Anvisa salienta que o Molnupiravir é um medicamento que deve ser usado após avaliação e prescrição médica. "Requer adequada dispensação farmacêutica, com orientações de que o medicamento é de uso individual e não pode ser repassado a terceiros sem avaliação e prescrição médica. Cumpre ao farmacêutico realizar também orientações tais como a importância da adesão ao tratamento, modo de administração e restrições", destacou a agência.

Fonte: Folhapress

Pacheco diz confiar que Forças Armadas vão incentivar lisura das eleições

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse confiar que as Forças Armadas vão incentivar a realização das eleições de outubro respeitando a lisura do processo eleitoral e o resultado das urnas pelo voto eletrônico, sistema questionado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Pacheco se reuniu mais cedo com o presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministro Luís Carlos Gomes Mattos, para discutir a crise provocada pelos ataques do presidente Jair Bolsonaro ao Judiciário e pelo discurso do chefe do Planalto sobre o uso das Forças Armadas nas eleições.

Ontem, o presidente do Senado se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. Conforme o Estadão/Broadcast revelou, as Forças Armadas enviaram 88 questionamentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos últimos oito meses sobre supostos riscos e fragilidades que, na visão dos militares, podem expor a vulnerabilidade do processo eleitoral, reproduzindo o discurso de Bolsonaro.

Em entrevista coletiva no Senado, Pacheco disse confiar que as Forças Armadas são responsáveis com o papel constitucional de defender as instituições no País, incluindo a Justiça Eleitoral. "O nosso sistema eletrônico de votação fará com que a população escolha seus representantes na eleição que vai acontecer em outubro deste ano, naturalmente com a participação das Forças Armadas, que certamente vão incentivar essa votação pelo sistema eletrônico reconhecendo a importância da lisura do processo eleitoral e a confiabilidade das urnas eletrônicas."

Fonte: Estadão Conteúdo

Piauí registra 3 novos casos de covid-19 em 24h, diz Sesapi

Nesta quarta-feira (04), foram confirmados 03 casos e nenhum óbito pela Covid-19 no estado, nas últimas 24 horas, segundo dados divulgados pela Secretaria de Saúde.

Os casos confirmados no estado somam 368.034 em todos os municípios piauienses. Já os óbitos pelo novo coronavírus chegam 7.736 casos e foram registrados em 224 municípios.

Dos leitos existentes na rede de saúde do Piauí para atendimento à Covid-19, 41 estão ocupados, sendo 16 leitos clínicos, 17 UTI’s e 08 leitos de estabilização. As altas acumuladas somam 26.191 até o dia quatro de maio de 2022.

A Sesapi estima que 360.257 pessoas  já estão recuperadas ou seguem em acompanhamento (casos registradas nos últimos 14 dias) que não necessitaram de internação ou evoluíram para morte.

Da Redação

Diesel em refinaria privatizada na Bahia é 24% mais caro que o da Petrobras

O diesel tipo S-10 na refinaria de Mataripe, antiga Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, está custando R$ 1,10 a mais que o das refinarias da Petrobras, uma diferença de 24,3%, segundo levantamento do Observatório Social da Petrobras, organização ligada à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) que monitora as políticas e ações da empresa.

O diesel custa hoje R$ 5,61 na primeira e R$ 4,51, em média, nas segundas.

A refinaria de Mataripe foi vendida pela Petrobras ao fundo de investimento árabe Mubadala, está desde dezembro sob gestão privada e hoje comercializa os combustíveis com preços mais elevados do Brasil em relação às refinarias da estatal, aponta o levantamento.

No caso da gasolina, ela atualmente está R$ 0,28 mais cara em Mataripe, o equivalente a 7%.

Na refinaria da Petrobras que cobra os preços mais altos, a Gabriel Passos, em Betim (MG), o diesel custa R$ 0,98 a menos (17%) e a gasolina R$ 0,20 a menos (5%), em relação a Mataripe.

O levantamento aponta ainda que, desde o início do ano até agora, os preços do diesel e da gasolina de Mataripe mantiveram-se, em média, R$ 0,26 (6,6%) e R$ 0,18 (5%), respectivamente, acima dos praticados pela estatal.

"Um detalhe importante é que antes da privatização a Rlam vendia diesel R$ 0,51 mais barato do que as outras refinarias da Petrobras. E, com relação à gasolina, era R$ 0,02 abaixo do restante das refinarias estatais", diz o economista Eric Gil Dantas, do Observatório Social da Petrobras e do Instituto Brasileiro de Estudos e Políticas Sociais (Ibeps).

O levantamento do OSP diz que a Acelen, controladora de Mataripe, já aumentou 10 vezes o valor do diesel e oito vezes o da gasolina em 2022 - o último reajuste foi sábado (30).

Localizada em São Francisco do Conde (BA), a refinaria de Mataripe foi comprada pelo Mubadala por US$ 1,65 bilhão (R$ 8,7 bilhões, pela cotação atual), a maior operação já concluída dentro do programa de redução da participação estatal no parque de refino.

Em nota enviada à Folha em fevereiro, a Acelen disse que sua política de preços "é independente e distinta da política comercial praticada pela gestão anterior".

"A Acelen segue parâmetros internacionais de preços e por esse motivo está sujeita às variações do mercado mundial de petróleo e da oscilação cambial", afirma.

Fonte: Folhapress