Há dez anos levando informação com credibilidade

Jornalista Fabrício Santos
Em março de 2012, colocamos no ar o nosso blog, com o objetivo de levar informação com precisão e qualidade a todos que o acessassem. Logo vieram os desafios: Depoimento em Delegacias, Processos na Justiça Estadual, ameaças e perseguições. Mas tudo isso não foi o suficiente para nos parar nesta jornada. As vitórias também vieram: Realizamos diversos serviços de utilidade pública, durante este tempo, entre eles encontram-se o anúncio de oportunidades de trabalho através do link do SINE; realizamos o reencontro de parentes que estavam a muito tempo distantes e sem terem notícias, residindo em outro Estado; fomos um dos blogs do Piauí que mais serviram de referência para muitos apresentadores de programas policiais de TV. O nosso diferencial sempre foi: Levar informação com credibilidade!

Atualmente somos municiados por informações 24 horas por dia e a internet é um bom exemplo disso, mas em qual informação podemos confiar? Como podemos medir a credibilidade da fonte de informação?

Credibilidade significa “qualidade do que é crível”, ou seja, “do que se pode crer”. A credibilidade é uma construção que é feita diária e lentamente. Os jornais em todas as pesquisas feitas continuam sendo o meio de informação de maior credibilidade e os jornais brasileiros têm a quarta maior credibilidade do mundo, segundo a mais recente pesquisa global “Trust in the Media”, do instituto Ipsos.

Quando falamos da publicação dos balanços, essa credibilidade necessita ser elevada a máxima potência, pois qual informação afeta o mercado financeiro? Praticamente todas, sejam elas econômicas, políticas, sociais, mas principalmente o desempenho das empresas.

Tal informação tão importante necessita ser entregue à sociedade através de uma fonte confiável e que tenha o alcance de disseminação necessário para seu público-alvo com responsabilidade. E para a imensa maioria dos investidores, esta é a única informação disponível. Portanto, é fundamental a total transparência nas divulgações das demonstrações financeiras das empresas.

As pessoas interessadas em acabar com a obrigatoriedade das publicações de balanços nos jornais utilizam o argumento do custo dessas publicações. Elas afirmam que este custo seria parte do “custo Brasil”, que dificulta os investimentos no nosso País. Mas esse argumento é facilmente descaracterizado. Segundo a pesquisa “Publicações de Balanços no Brasil – O Valor da Informação”, do professor William Eid Junior, da FGV, esse custo representa 0,0043% do faturamento de uma empresa de capital aberto no Brasil, sendo assim esse tal custo não é relevante comparado aos benefícios e segurança que esta publicação traz aos acionistas.

Alguns interessados em acabar com a transparência também dizem que isso é retrógrado ou que não existe em nenhum outro lugar, mais um argumento facilmente descaracterizado. Vejamos: existem diversos países com a obrigatoriedade de publicação de balanços em jornais de grande circulação. Podemos citar Chile, Colômbia, Índia, Egito, Argentina, Peru, Espanha e Turquia, dentre outros. No Uruguai, onde a publicação obrigatória também existe, até empresas limitadas são obrigadas a publicar seus balanços.

Faço um parêntese para lembrar que no Brasil existe a Lei 11.638/07, que trata sobre as empresas limitadas de grande porte, mas dificilmente essas empresas publicam seus balanços.

Atualmente no Brasil, além das publicações em jornais de grande circulação, existe a obrigatoriedade dessa publicação também ser feita nos Diários Oficiais igualmente como é feito na Espanha. Na Alemanha, além dos balanços anuais, também são exigidas informações semestrais.

Após derrubar todos os argumentos contrários, vamos voltar a falar de internet, atualmente todos os jornais têm seu portal na internet, não discutimos de que forma a informação será entregue e sim por quem ela será.

Jornalista Fabrício Santos
Filiado no Sindjor/PI

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