quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Garoto é humilhado ao oferecer bombons e caso viraliza nas redes sociais

Resultado de imagem para familia trufasA noite do último domingo (19) jamais irá sair da cabeça do pequeno Luiz Neto, de 11 anos. Ele vende bombons de chocolate em bares e restaurantes localizados na rua de sua casa, no bairro Buenos Aires, zona Norte de Teresina. O objetivo, como o de muitos brasileiros, é ajudar no sustento da família com uma renda extra. O garoto se aproximava de uma família quando, segundo o seu pai, ouviu um comentário que mudaria a sua vida.
“Em uma dessas mesas tinha uma mãe com duas filhas e, ao se aproximar, ele escutou a mãe dizendo para as filhas estudarem ou ficariam igual ao meu filho vendendo bombons, como se a vida dele se limitasse só a isso. Como se ele fosse ser vendedor de bombom a vida inteira”, afirmou o pai, Neto Moreira, que é professor de música.
O fato aconteceu por volta das 20h30. Segundo Moreira, que trancou o curso de Direito para investir no estudo filho e no sustento da família, o garoto só vende os bombons aos finais de semana e só se for da sua vontade. A mãe é empregada doméstica.
“Na rua da minha casa fica um restaurante e uma pizzaria onde a gente sempre vende. Ele só vai para estes lugares aos finais de semana para ajudar a gente encaminhar ele na vida, e ele sentir como é que é a vida no trabalho, ganhar o próprio dinheiro dele como ele faz. Isso somente aos finais de semana em um horário curto e ao critério dele, vender ou não os bombons”, conta o pai.
Como vender em bares e restaurantes não é uma tarefa fácil, Neto Moreira lembra que a família já viveu situações embaraçosas, mas nada tão humilhante como o que correu com o pequeno Luiz Neto.
“A gente já pegou muito não, encontramos pessoas ignorantes, algumas dizem que não querem e a gente entende, mas dessa forma foi terrível. Só estava ele e a minha esposa. Ele não me disse quando chegou em casa e só falou no café da manhã. Quando ele me contou eu não vi mais o chão. Foi ele quem conseguiu me acalmar. Depois eu fiz um pequeno texto e publiquei no Instagram e foi essa repercussão”, relata.
Com o relato nas redes sociais, rapidamente o assunto viralizou. O resultado foi uma enxurrada de comentários apoiando a família. Estudante do 6º ano no Escolão do Mocambinho, o menino ganhou uma bolsa para concluir os estudos em uma escola particular. Outras empresas doaram roupas e o material escolar.
“Essa tentativa de humilhar meu filho mudou a nossa vida por completo. O que eu mais queria era que ele ganhasse essa bolsa para ele estudar e ser o que sempre sonhou: um defensor público”, ressalta o pai, que manda um recado para a família que estava na pizzaria.
"A aparência não pode ser colocada em primeiro lugar. É preciso olhar primeiro como ser humano. Temos que explorar o lado bom das pessoas. Hoje eu agradeço e peço que Deus ilumine a cabeça de pessoas assim"
Leia o relato nas redes sociais

Fonte: CidadeVerde.com

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